• Rosi Cordeiro

Possuir uma casa que você ama, ajuda a proteger seu bem-estar


Nossas casas e nossa saúde mental estão mais intimamente conectadas do que nunca.

Quando o mundo exterior apresenta desafios, é natural procurar esconderijo na vida doméstica. Nesse cenário, os valores simbólicos da casa relacionados a proteção, estabilidade, tranquilidade e bem-estar ganham ainda mais relevância. Cresce a necessidade de criar espaços que ofereçam suporte emocional. Juntar lembranças, paixões, prazeres e raízes para dar forma ao nosso bem-estar pessoal.


Uma casa com essas características, porém, não nasce do dia para a noite. Ela é resultado de experiências e escolhas pessoais. De objetos reunidos ao longo do tempo, capazes de acrescentar camadas de significados aos espaços. É fundamental que o morador olhe ao redor e se reconheça. Quando o ambiente coloca em evidência o repertório dos moradores, cria-se um local para escapar das preocupações, aproveitar o presente e resgatar o equilíbrio.


O isolamento social nos fez perceber que temos carências de toque. Por isso, desejamos casas pensadas para suprir essa necessidade, com materiais e cores que despertem os sentidos e abracem. Nestes últimos dois anos, a fim de lidar com as restrições causadas pela pandemia, muitas pessoas se renderam aos efeitos terapêuticos de assar o próprio pão, cultivar plantas, adotar um animalzinho e desenvolver projetos de faça-você-mesmo. Estes são comportamentos que devem permanecer em alta nos próximos tempos, assim como o de adotar novos rituais como arrumar a mesa do almoço de um jeito elaborado, ou preparar um banho cheio de etapas virou uma forma de inserir pausas necessárias na rotina.


Apesar deste novo momento que vivemos, com o final da pandemia, os desafios dos últimos dois anos transformaram profundamente nossa relação com o ambiente doméstico e o mundo exterior. Cresce o desejo por espaços que representem a nossa essência e despertem a sensação de pertencimento. E esse desejo parece durará por muito tempo.



Créditos das fotos: Pinterest.


Créditos do texto: trechos de leitura e reflexões feitas a partir do Anuário CASACOR/SP 2022.



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